Vou relatar uma experiência que estou vivenciando esse ano...
No turno da tarde trabalho com uma turma de 5 anos - Educação Infantil - são 20 alunos.
Uma criança dessa turma tem necessidades educacionais especiais, só que os pais não disseram quando entrevistados. O que demonstra falta de aceitação por parte deles.
A criança não usa o banheiro, nem em casa, várias vezes já fez xixi na sala de aula, na pracinha. Ela dificilmente brinca com algum colega, a não ser que a professora interfira e promova esse introsamento. Quase não fala, não responde perguntas , se irritada agride os colegas e às vezes agride sem motivo "aparente".
Ela é carinhosa com a professora, fica feliz com alguns brinquedos e demonstra essa felicidade pulando de alegria, quando solicitada, sabe guardar a mochila no lugar adequado, se desloca na fila junto com o grupo e as poucos está falando mais.
Se os pais tivessem falado dessas dificuldades a turma teria menos alunos e a professora poderia dar mais atenção a essa criança. Por outro lado já conversamos e eles estão aceitando, tanto que na semana passada a menina foi levada, pela primeira vez, a um psicólogo que iniciou o trabalho de invistigação do seu problema.
Espero poder relatar progressos dessa criança.
Comments (1)
Gi said
at 4:40 pm on Apr 19, 2009
Olá Jú... Expôs tua experiência com a área de forma não muito aprofundada, procurando articular suas opiniões, comentários e problematizações apresentando uma descrição do processo educativo que vivencias. A inclusão do aluno especial na escola comum é um desafio. Essa é uma proposta ousada porque o grande entrave é justamente a formação dos professores, já que eles não estão sendo preparados para trabalhar com esse processo, para enfrentar os desafios e lidar com as diferenças dentro das salas de aula. A caminhada é longa, mas é preciso lutar para que se garantam a todos as mesmas oportunidades para estudar, trabalhar, ter lazer, praticar esportes, enfim, para ter acesso a todos os bens produzidos socialmente. Para isso, é necessário que haja por parte da escola, preparação para a Inclusão, ou seja, a flexibilização do currículo por intermédio das adaptações e novas práticas, para que através das aprendizagens, o indivíduo alcance um real desenvolvimento integral. A educação é o alicerce para o desenvolvimento de qualquer cidadão, e que incluir um aluno com necessidades educacionais especiais e garantir a possibilidade de seu crescimento, só será possível quando tivermos professores,esferas governamentais e comunidade envolvidos e realmente comprometidos com a educação.
Segundo Hilde Cristina:
"A escola deve ser vista como um lugar em contínua transformação, onde o professor precisa aprender a trabalhar com a singularidade e a diversidade."
Fico aguardando nesta segunda parte do Dossiê tuas reflexões acerca das Políticas de Inclusão Escolar, resgatando dados sobre os processos inclusivos na realidade da rede de ensino em que atuas,possibilitando que se aproprie ainda mais dos conhecimentos necessários para uma maior fundamentação da sua prática e superação dos problemas identificados. Qualquer dúvida entre em contato. Abraços, Gi
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